Boas vindas

  Inicio um novo trabalho, tenho plena certeza que grandes desafios se posicionam em minha frente, sei também de minhas limitações, também sou ciente que sou falho, fraco, pequeno, justamente por isso terei sempre de me repousar no que é verdadeiramente Grande, nEle, e só nEle, terei forças para desenvolver este trabalho, com isso, reconheço que eu sou um dos pequenos soldados do grande exército de Deus, quando me senti desafiado a abordar este tema eu me senti igual ao servo na música “segue-Me” cantada pelo pastor Ivênio dos Santos, no qual o servo se dirige ao Senhor e fala: “só vejo em mim fraqueza, não vejo em mim poder” e o Mestre imediatamente responde: “é mesmo na fraqueza que se revela o Meu poder, por isso, toma a cruz e segue-Me”, apesar de minhas fraquezas me proponho a desenvolver este trabalho que levará anos para encerrar, com isso, peço ao leitor que tenha paciência, pois me proponho a responder a todos emails e perguntas que me forem feitas, sendo que algumas demorará mais que outras, afinal para responder alguns ataques à Bíblia exige um conhecimento em áreas específicas, tais quais física, geologia, matemática, conhecimentos que eu não disponho, sendo esta a razão de eu procurar pessoas que conheçam da área para poder me ajudar a responder estes pontos.

  Faz uns 2 anos que tenho sentido no coração o desejo de escrever sobre as supostas “contradições bíblicas”, supostas, pois a Bíblia não apresenta sequer uma contradição, então; demorei um tempo para poder reunir o material necessário e, ao menos, identificar os pontos aos quais alguns têm suscitado dúvidas, alguns têm sugerido que a Bíblia teria cerca de duas mil “contradições”, explícitas e implícitas, então fui procurar os pontos em que são atacados para fazer uma lista, que chega a centenas, mas passa longe de ser duas mil objeções, por isso, caso algum leitor conheça algum ponto no qual verse controvérsia, que eu não o postar aqui, ficarei grato em recebê-lo para que eu possa responder, quem quiser entrar em contato comigo, seja para perguntar, responder, sugerir, criticar, ensinar ou outra finalidade estou à disposição,  o meu contato é professorobert (arroba) Yahoo (ponto) com [basta trocar os nomes pelos símbolos]. Assumo o compromisso de atualizar semanalmente este blog, embora meu desejo seja de atualização diária e me esforçarei, ao máximo, para conseguir diariamente atualizar este blog.

  Quero agradecer também a gentil colaboração de Daniel Bagatini que me cedeu o uso deste domínio, pois era dele, agora eu posso utilizar este domínio, acrescento, nos agradecimentos, o irmão Hélio de Meneses Silva, que, ao saber do meu projeto, além de me incentivar me indicou e disponibilizou livros para a realização deste feito, agradeço aos demais irmãos que me colaboram de alguma forma.

  Este blog é dividido em duas partes, a Geral e a Especial, na primeira abordarei questões de fundo para melhor compreensão das Sagradas Escrituras, como, por exemplo, inspiração, iluminação, interpretação, etc., já na parte especial abordarei especificamente as supostas “contradições bíblicas”, decerto o leitor procurará ler só a Parte Especial, visto querer saciar sua curiosidade, assim mesmo aconselho a cada leitor, especialmente aos crentes, a se deter na Parte Geral, pois com este conhecimento boa parte das questões é resolvida. Ainda é importante mencionar que este blog irá primar por ser exaustivo, ou seja, procurarei responder às questões de modo mais completo possível.

  Por fim, vale a pena notar os pontos quais defendo, os princípios que conduzirão este blog: a) glorificar a Deus sobre todas as coisas:  “portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (I Co 10:31), b) a plena convicção e defesa de que a Bíblia é a inerrante, infalível, inspirada, acurada, viva, perfeita, preservada e pura Palavra de Deus: “pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada),” (Jo 10:35), “toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (II Tm 3:16), “porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hb 4:12), “toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele.” (Pv 30:5), “porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.” (Mt 5:18), “a lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices” (Sl 19:7), c) a defesa do Texto Tradicional Canônico (TTC), constituindo o Velho Testamento do Texto Massorético (TM) e no Novo Testamento do Texto Recebido (TR).

NOTA: para receber no seu email os posts daqui, à medida que forem sendo postados, basta seguir este blog, para tanto, é só clicar na palavra follow (seguir) que fica no lado direito inferior da pagina, lá preencher com seu email e depois confirmar, com isso você seguirá este blog e receberá os novos posts.

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Published in: on 1 de agosto de 2011 at 4:06  Deixe um comentário  

Jacó ou Israel?

Neste artigo vamos abordar duas perguntas, primeira, onde Deus mudou o nome de Jacó para Israel e se o nome foi permanentemente mudado ou não. A primeira é onde foi? Vejamos as duas referências: “22E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque. 28Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.” (Gn 32:22,28), “7E edificou ali um altar, e chamou aquele lugar El-Betel; porquanto Deus ali se lhe tinha manifestado, quando fugia da face de seu irmão. 10E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou-lhe Israel.” (Gn 35:7,10), a resposta é no capítulo 32, tanto é que entre as referências acima Jacó é chamado de Israel (32:32; 33:20; 34:7).

Então resta a pergunta é a seguinte por qual motivo há esta duplicidade de passagens? Antes de responder é necessário entender algo, o nome Jacó significa trapaceiro, agarrador de calcanhar, e este foi Jacó ao longo de quase toda sua vida até então, porém ele teve uma experiência, na qual Deus lhe trocou o nome para Israel, vejamos uma experiência parecida com Pedro que de um inconstante Simão se tornou uma pedra (Pedro)! No capítulo 32 Jacó está fugindo de seu irmão, e Deus o certifica que o fará prosperar ali, na segunda vez Deus o relembra que ele não devia temer os canaanitas, relembrando, você Jacó é Israel, lembre-se disso!

Ainda vale a pena recordar que algumas coisas na Bíblia acontecem justamente duas vezes para que fique ratificado, por exemplo, os sonhos de José (Gn 37:5,9), os sonhos de Faraó (Gn 41:1,5)…, no tocante à repetição está escrito: “e que o sonho foi repetido duas vezes a Faraó, é porque esta coisa é determinada por Deus, e Deus se apressa em fazê-la.” (Gn 41:32).

Sobre a definitividade da troca do nome para Israel, Deus na verdade, tirava era a associação do nome de enganador, usurpador, isso foi em definitivo trocado, agora a associação é com o nome Israel (príncipe), por isso, mesmo após ter trocado o nome de Jacó para Israel ele é chamado intercambiavelmente de Jacó e de Israel, aqui é novamente importante lembrar de Pedro (pedra) que aconteceu a mesma coisa, pois deixou de ser o inconstante Simão para ser o firme Pedro, que foi incapaz de confessar a Cristo para uma camareira, mas foi capaz de enfrentar multidões! Simão continuou se chamando Simão, porém já não mais inconstante, Jacó era Jacó, mas nunca mais o enganador, o suplantador e sim um homem que confiava em Deus.

Published in: on 19 de dezembro de 2012 at 3:49  Deixe um comentário  

Quantas e quais eram as tribos de Israel?

Como introdução, segue o texto de Martyn Barrow:

Os Filhos de Israel

Israel foi o nome que Deus deu a Jacó em Gênesis 32: 28. Ele tinha doze filhos:

Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, José e Benjamim e uma filha mulher, Diná (Gn 30:21). Eventualmente as famílias dos filhos se tornaram as doze tribos de Israel, cada tribo sendo nomeada segundo o respectivo filho de Jacó (Israel). Os “filhos de Israel” que deixaram o Egito foram, portanto, os descendentes dos doze filhos de Jacó, cujo nome Deus mudou para Israel. Depois do livro de Êxodo cap. 32, a tribo de Levi foi apontada para o serviço especial do Tabernáculo (ver Os Levitas) Após os Filhos de Israel terem deixado o Egito e atravessado o Mar Vermelho, Deus mandou Moisés subir no Monte Sinai para receber dEle os Dez mandamentos e o padrão do Tabernáculo. Enquanto Moisés estava fora, um grave problema de idolatria ocorreu entre os filhos de Israel, que permaneciam ao pé do Monte Sinai. A tribo de Levi (que Moisés e Aarão pertenciam) mostrou nesta ocasião que estava definitivamente do lado de Deus (Ex 32:25-28). Como resultado disto, a Tribo de Levi (os Levitas) foi escolhida para cuidar do Tabernáculo do Testemunho “esta é a enumeração das coisas usadas no tabernáculo do testemunho, que por ordem de Moisés foram contadas para o ministério dos levitas, por intermédio de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.” (Ex 38:21). Como um todo, os Levitas se tornaram responsáveis em “fazer o trabalho na tenda da congregação”, o Tabernáculo (Nm 4:3). A palavra Hebraica para serviço também significa luta. Portanto, o serviço deles no Tabernáculo era uma figura da luta espiritual, como o incidente do bezerro de ouro (Êxodo 32), onde os Levitas ficaram do lado do Senhor.. O lugar de Levi entre as tribos foi preenchido pelos dois filhos de José (Efraim e Manassés) aos quais foi permitido a cada um, se tornarem uma tribo separada.

Autor: Martyn Barrow (martyn@domini.org), Traduzido e Usado com permissão no http://www.obreiroaprovado.com , Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete ! 05/01, Revisão e Edição: Calvin Gene Gardner ! 05/01, Fonte original: http://www.domini.org/tabern
Fonte:
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/martin_b/tabernaculo/cap16.html

Feita a introdução, já identificadas as tribos, naturalmente não se inclui Diná, segue a análise de alguns versos onde alguns dizem haver contradição e/ou variação, a dividirei em 3 blocos, as quais alguns sustentam que a Bíblia diz haver 11, 12 e 13 tribos:

A) as passagens que alegam haver 11 tribos:

a) Gn 46; Ex 1; Nm 26:5-51: começando por Gn 49; Ex 1:1, diz o verso 1: “estes pois são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa:”, obviamente José está excluído em Ex 1, mas sim em Gn 46, pois ele já morava no Egito e mesmo assim ainda é dito: “28E Jacó enviou Judá adiante de si a José, para o encaminhar a Gósen; e chegaram à terra de Gósen. 29Então José aprontou o seu carro, e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gósen. E, apresentando-se-lhe, lançou-se ao seu pescoço, e chorou sobre o seu pescoço longo tempo.” (Gn 46:28-29); já em Nm, Levi (os levitas) foi excluído, pois era a tribo sacerdotal e só foram nomeadas as que poderiam sair à guerra, é o que diz o verso 2 da mesma passagem: “tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, da idade de vinte anos para cima, segundo as casas de seus pais; todos os que em Israel podem sair à guerra.”, restou Gn 49, ela cita os filhos de Jacó, apenas isso: Rúben (3), Simeão e Levi (5), Judá (8), Zebulom (13),  Issacar (14), Dã (16),  Gade (19),  Aser (20), Naftali (21) José (22), Benjamim (27) “todas estas são as doze tribos de Israel; e isto é o que lhes falou seu pai quando os bençoou; a cada um deles abençoou segundo a sua bênção.” (Gn 49:28);

b) Nm 34:16-29; 35:1-8: esta é a passagem da repartição da terra, porém sentem a falta de Rúben e Gad, mas eles estão em Nm 34:14);

c) Dt 33:6-24: ela nomeia as tribos excluindo Simeão, inicialmente vale  constar que se tratava de uma benção De Moisés: “esta, porém, é a bênção com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Israel antes da sua morte.”, ela menciona: Rúben (6), Judá (7), Levi (8-11), Benjamim (12), José incluindo Efraim e Manassés (13-17), Zebulom (18), Issacar (18,19), Gade (20,21), Dã (22), Naftali (23), Aser (24), como perceptível faltou Simeão, Mathew Poole comenta esta passagem e assim diz:

‘1. Da repulsa ao ato sanguinário e mau realizado por Simeão, para a qual Jacó também deu aquela tribo uma maldição do que uma bênção, em Gn 49. Mas, quanto a Levi, que se uniu com ele naquela censura e maldição, Gn 49:5-7, ele está aqui separado dele, e isento dessa maldição, e abençoou com uma bênção eminente por um motivo singular e valioso aqui expressos, Dt 33:8,9; enquanto tribo de Simeão tinha sido tão longe de expiar o crime de seu pai, que acrescentou novas, seu príncipe ser culpado de outro crime notório, Nm 25:6,14, e sua tribo muito concordantes com ele de tal ações, como intérpretes se reúnem a partir da grande diminuição dos números de que tribo, que eram 59.300 em Nm 1:23, e apenas 22.200 em Nm 26:14, o que era quase quarenta anos depois. Ou 2. Porque essa tribo não tinha herança distinta, mas era para ter a sua parte na tribo de Judá, como ele tinha, Js 19:1: “e saiu a segunda sorte a Simeão, para a tribo dos filhos de Simeão, segundo as suas famílias; e foi a sua herança no meio da herança dos filhos de Judá.”, e, portanto, deve necessariamente participar com eles em sua bênção.’ (Matthew Poole’s Commentary on the Holy Bible, Hendrickson Publishers, 1985);

d) Jz 1:17-36:  nesta passagem se questiona a ausência de Rúben, Gad, Levi e Issacar, a resposta é simples, Rúben, Gad receberam as suas heranças do outro lado do rio (Dt 34:14) e, se o leitor for atencioso, esta passagem mostra falhas dos israelitas em expulsarem os que habitavam suas herdades e não a nomeação de quem era as 12 tribos, de modo que se Issacar não foi mencionado, deduz logo ele logrou êxito no pleito dele;

e) Jz 5:14-23: argumentam que as tribos são mencionadas bem diferente do usual, pois a passagem cita: Baraque, Efraim, Benjamim, Maquir, Zebulom, Issacar, Rúben, Gileade, Dã, Aser, Naftali, Meroz, dizem os críticos que a Bíblia então acrescenta Baraque, Maquir, Gileade e Meroz às tribos, o que demonstra total falta de leitura! Primeiro ponto, este é um hino de vitória na batalha, logo não é nenhuma menção a todas as tribos, e sim apenas um hino, que só menciona os que participaram da batalha: “e cantou Débora e Baraque, filho de Abinoão, naquele mesmo dia, dizendo:” (Jz 5:1).

Ponto dois os novos nomes mencionados: Baraque era capitão do exercito: “e mandou chamar a Baraque, filho de Abinoão de Quedes de Naftali, e disse-lhe: Porventura o SENHOR Deus de Israel não deu ordem, dizendo: Vai, e atrai gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom?” (Jz 4:6), Maquir era filho de Manassés (Nm 32:39,40; Js 13:31), Gileade cidade onde moravam rubenitas e gaditas: “tomamos, pois, esta terra em possessão naquele tempo: Desde Aroer, que está junto ao ribeiro de Arnom, e a metade da montanha de Gileade, com as suas cidades, tenho dado aos rubenitas e gaditas.” (Dt 3:12) e Meroz é uma cidade cujos habitantes não vieram ao socorro de Baraque: “amaldiçoai a Meroz, diz o anjo do SENHOR, acremente amaldiçoai aos seus moradores; porquanto não vieram ao socorro do SENHOR, ao socorro do SENHOR com os valorosos” (Jz 5:23);

f) II Sm 19:43; I Rs 11:31: começando por esta última referência, leiamos mais 2 versos: “30E Aías pegou na roupa nova que tinha sobre si, e a rasgou em doze pedaços. 31E disse a Jeroboão: Toma para ti os dez pedaços, porque assim diz o SENHOR Deus de Israel: Eis que rasgarei o reino da mão de Salomão, e a ti darei as dez tribos. 32Porém ele terá uma tribo, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, a cidade que escolhi de todas as tribos de Israel.” (I Rs 11:30-32), Como o leitor percebeu, o profeta rasgou a roupa de Jeroboão em 12 pedaços, que significam 12 tribos, e menciona que 10 delas seriam entregues a ele, e a outra restaria nas mãos do filho de Davi (Roboão), só se menciona uma tribo, essa é a tribo de Banjamim, e só é mencionada uma, pois Roboão era judeu, logo seria rei de Judá, perfazendo assim as 12 tribos.

No tocante à referência de II Sm 19:43, vale lembrar que não se quer listar as tribos, pois somente é mencionada uma pelo nome, mas eles podem ter mencionado apenas 10 sendo as do norte menos Judá e Benjamim, pois Benjamim está no contexto, pois Simei, benjamita, e mais mil soldados voltaram com Davi para Jerusalém; outra possibilidade é que considerando a pergunta dos de Judá no verso 42: “porventura comemos às custas do rei, ou nos deu algum presente?” é possível que a resposta do verso 43 falando em 10 tribos levasse em consideração ao território e neste caso não se estaria Contanto Simeão, pois recebeu a herança no meio da de Judá (Js 19:1).

B) as passagens que alegam haver 12 variáveis tribos:

a) Gn 29:31-30:24: nesta alegam que se inclui Diná e se exclui Benjamim, a resposta é simples, a Bíblia não diz que são tribos e sim filhos de Jacó, Benjamim ainda não tinha nascido, nasceu só em Gn 35:18, por isso, não foi mencionado e Diná mencionada, pois é filha de Jacó;

b) I Cr 2:1-5: esta passagem menciona os mesmos 12 de Gn 49, por exemplo, neste caso José deveria ser uma tribo, mas como já explicado, José não foi tribo e sim seus filhos;

c) I Cr 6:54-80: a argumentação é que aqui se menciona 12 tribos incluindo Efraim e Manassés e excluindo José e Dã, porém, se o leitor tiver atenção o próprio verso 54 alerta que se trata da localização das terras dada aos levitas e o Texto Sagrado não menciona Dã, logo em Dã não foi nenhuma terra designada ao levitas, quanto a José ele não foi uma tribo;

d) Ap 7:4-8: aqui se questiona a omissão de Dã e a inclusão de José, sobre isso Simon J. Kistemaker, na obra Comentário do Novo Testamento – Apocalipse, Editora Cultura Cristã, escreve:

‘A razão para excluir o nome de Dã da lista remonta a uma narrativa em que os descendentes de Dã cometeram idolatria (Jz 18:30,31). Eles também foram os primeiros a cometer o pecado da apostasia, pois aceitaram um bezerro de ouro que Jeroboão colocou na parte norte de Israel como um centro de adoração. Eles escolheram esse local para que o povo de Israel pudesse adorar lá e não precisasse viajar para Jerusalém (I Rs 12:29,30). Por causa de seu grave pecado, a tribo de Dã estava entre as primeiras a ser exilada. Após o período de exílio chegou ao fim, a Bíblia não menciona mais Dã. João também exclui de sua lista de Efraim. Esta tribo igualmente concordou com Jeroboão para colocar outro bezerro de ouro em Betel como um substituto para a verdadeira adoração de Deus em Jerusalém (I Rs 12:29). Efraim, portanto, não deve ser incluído sob o nome de José, pois José tomou o lugar de Efraim (ver Sl 78:67; Os 5:3-5).’.

Eu acrescento que esta é uma das passagens que demonstra a sabedoria e poder de Deus, mesmo com a desqualificação de algum, Deus estabelece Seus planos e eles são cumpridos!

C) a passagem que alegam haver 13 tribos:

a) Nm 10:14-27: aqui haveria a inclusão de Efraim e Manassés e a exclusão de Levi, ocorre que o contexto desta passagem era o de posicionar as tribos em cada lado do tabernáculo, sendo três para cada lado, Levi não era uma tribo militar e sim sacerdotal, por isso não foi inclusa.

Vencidas as referências, resta claro que é necessário ler o contexto bíblico, com isso se chegará a conclusão mais óbvia, a Bíblia é reta, logo inexiste contradição nela!

Published in: on 18 de dezembro de 2012 at 13:29  Deixe um comentário  

Quando Jacó nomeou Betel?

Vejamos as referências: “e chamou o nome daquele lugar Betel; o nome porém daquela cidade antes era Luz.” (Gn 28:19), “e chamou Jacó aquele lugar, onde Deus falara com ele, Betel.” (Gn 35:15), naturalmente em Gn 28:19, porém se o leitor ver os versos iniciais do capítulo 35 verá que a cidade Luz (Betel) fora renomeada El-Betel, por isso, o rebatismo para Betel: “6Assim chegou Jacó a Luz, que está na terra de Canaã (esta é Betel), ele e todo o povo que com ele havia. 7E edificou ali um altar, e chamou aquele lugar El-Betel; porquanto Deus ali se lhe tinha manifestado, quando fugia da face de seu irmão.” (Gn 35:6,7).

Restou uma passagem a ser analisada: “1Saiu depois a sorte dos filhos de José, desde o Jordão, na direção de Jericó, junto às águas de Jericó, para o oriente, estendendo-se pelo deserto que sobe de Jericó pelas montanhas de Betel. 2E de Betel vai para Luz, e passa ao termo dos arquitas, até Atarote,” (Js 16:1,2), como perceptível, a passagem faz diferença entre Luz e Betel, deixando a entender que não seja uma única cidade, só que isso não deveria ser assim compreendido, pois, antes a não haver o mapa preciso da época, é possível variações, uma delas é que a Luz fosse outra cidade como, por exemplo: “então aquele homem se foi à terra dos heteus, e edificou uma cidade, e chamou o seu nome Luz; este é o seu nome até ao dia de hoje.” (Jz 1:26).

Também é possível outras variantes, Adam Clarke em Adam Clarke’s Commentary on the Whole Bible, GraceWorks Multimedia, 2008., diz: ‘De Gn 28:19 (ver nota), parece que o lugar que Jacó chamou Betel era anteriormente chamado Luz, ver a nota lá: mas aqui eles parecem ser dois lugares distintos. É muito provável que o lugar onde Jacó teve a visão não foi em Luz, mas em algum lugar dentro de uma distância pequena de que cidade ou vila, (veja a nota sobre Gn 28:12), e que, por vezes, o lugar inteiro foi chamado Betel, em outros momentos, Luz, e às vezes, como no caso acima, os dois lugares foram distinguidos. Como encontramos Londres que termo compreende, não só Londres, mas também a cidade de Westminster e do bairro de Southwark, embora em outros momentos os três são distintamente mencionados.’

Já Keil & Delitzsch em Commentary on the Old Testament, Hendrickson Publishers, 1996, respondem que: Betel se distingue de Luz, nesta passagem, porque a referência não é para a cidade de Betel, que era chamada de Luz pelos cananeus (vide, Gn 28:19), mas para o faixa sul de montanhas pertencentes a Betel, a partir do qual o limite correu para a cidade de Luz, para que esta cidade, que estava sobre a fronteira, foi atribuído à tribo de Benjamin (Js 18:22). Fato é que qualquer das opções elimina qualquer resquício de suposição de contradição bíblica.

Published in: on 17 de dezembro de 2012 at 8:22  Deixe um comentário  

Jacó retornou a Harã para fugir de Esaú ou para ter uma esposa?

Para fugir de Esaú “43Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz, e levanta-te; acolhe-te a Labão meu irmão, em Harã, 44E mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão;” (Gn 27:43,44) ou conseguir uma esposa: “levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe;” (Gn 28:2)? Pois bem, a resposta está no mesmo texto, basta continuar a leitura do capítulo 27 e ler o início do 28:

“41E Esaú odiou a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; e matarei a Jacó meu irmão. 42E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela mandou chamar a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú teu irmão se consola a teu respeito, propondo matar-te. 43Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz, e levanta-te; acolhe-te a Labão meu irmão, em Harã, 44E mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão; 45Até que se desvie de ti a ira de teu irmão, e se esqueça do que lhe fizeste; então mandarei trazer-te de lá; por que seria eu desfilhada também de vós ambos num mesmo dia? 46E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar mulher das filhas de Hete, como estas são, das filhas desta terra, para que me servirá a vida? 1E Isaque chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de Canaã; 2Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe; 3E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos; 4E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão. 5Assim despediu Isaque a Jacó, o qual se foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.” (Gn 27:41-28:1-5).

Com a leitura do texto, especialmente as partes sublinhadas, fica claro que Rebeca falou para seu filho Jacó fugir, temendo pela vida dele, em primeiro plano, e da do seu outro filho Esaú, por isso instou que Jacó fugisse, porém, para Isaque (já que este não soube do plano de Esaú, tanto é que o próprio Esaú esperava primeiro a morte de seu pai para matar o seu irmão) ela usou o argumento do casamento que deveria ser feito com alguém da parentela dela, pois as noras dela, esposas de Esaú, lhe eram estorvo: “34Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu. 35E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito.” (Gn 26:34,35), e também isso seguiria a linha que Abraão, pai de Isaque assentou para escolhê-la como nora: “para que eu te faça jurar pelo SENHOR Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito.” (Gn 24:3).

Published in: on 16 de dezembro de 2012 at 13:21  Deixe um comentário  

Esaú e esposas

Quanto a Esaú e esposas surgem algumas perguntas, as passagens Bíblicas são: “ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu.” (Gn 26:34), “2Esaú tomou suas mulheres das filhas de Canaã; a Ada, filha de Elom, heteu, e a Aolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, heveu. 3E a Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.” (Gn 36:2,3). Pergunta A) Esaú teve quantas esposas? Resposta, creio que 4, embora há quem defenda que foram 3, as quatro esposas então foram: 1) Judite, filha de Beeri, heteu; 2) Basemate também chamada de Ada, filha de Elom, heteu; 3) Aolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, heveu; e 4) Basemate também chamada de Maalate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote: “foi Esaú a Ismael, e tomou para si por mulher, além das suas mulheres, a Maalate filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote.” (Gn 28:9).

Há quem entenda, que Esaú teve somente 3 mulheres, sendo que a 1 e 2, ou seja, Judite e Aolibama seria a mesma pessoa, sendo Beeri e Aná a mesma pessoa, eles entendem assim à luz do capítulo 36, por exemplo, o verso 24: “e estes são os filhos de Zibeão: Aiá e Aná; este é o Aná que achou as fontes termais no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai.” (Gn 36:24); é importante recordar que era muito comum as pessoas terem mais de um nome, até mesmo trocar de nome, assim foi com Abraão e com Jacó, daí a dificuldade, às vezes, de identificação, entre os defensores desta solução há por exemplo, David Cloud e Flávio Josefo, neste caso Judite teria sim sido mencionada, mas com o seu outro nome em Gn 36. Como visto, seguindo uma ou outra posição se expurga a hipótese de contradição.

Pergunta B) o que aconteceu entre Gn 26:34 e Gn 36:1-4, que Judite não é mencionada no cap. 36? A resposta é simples, o capítulo 36 fala da descendência de Esaú, de modo que Judite não teve filho, logo ela não é mencionada no capítulo 36, sendo assim essa omissão não foi única, nem mesmo incomum na Bíblia, veja o caso de Davi e seus irmãos, e o seguinte verso: “e o filho de Secanias foi Semaías; e os filhos de Semaías: Hatus, e Igeal, e Bariá, e Nearias, e Safate, seis.” (I Cr 3:22), são mencionados 5 e dito seis, porém há se se lembrar que como se falava em descendência, quando um filho morria na infância, ou não deixando descendente, ele não era mencionado.

Pergunta C) em Gn 26:34, Besemate é filha de Elom e em Gn 36:3, é filha de Ismael! Resposta não são as mesmas pessoas, conforme visto, apenas têm o mesmo nome, e o motivo de ambas serem relacionadas com o nome do pai, ou seja, Basemate, filha de Elom, heteu e filha de Ismael é justamente para diferenciar os homônimos, em relação a isso comentou Gill: “Basemate, filha de Elom, heteu… Esaú teve outra mulher com o mesmo nome deste último ou seja Basemate, pois este é o comentário em Gn 26:34, onde aparece primeiro o nome Judite e depois Basemate, mas ela foi filha de Ismael e irmão de Nebaiote, Gn 36:3”.

Published in: on 15 de dezembro de 2012 at 13:04  Deixe um comentário  

Haverá muitos ou poucos israelitas?

Muitos: “e multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra;” (Gn 26:4), ou poucos: “e o SENHOR vos espalhará entre os povos, e ficareis poucos em número entre as nações às quais o SENHOR vos conduzirá.” (Dt 4:27)? Se lido mais versos desta passagem em Dt ficará mais fácil a compreensão:

“26Hoje tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra, que certamente logo perecereis da terra, a qual passais o Jordão para a possuir; não prolongareis os vossos dias nela, antes sereis de todo destruídos. 27E o SENHOR vos espalhará entre os povos, e ficareis poucos em número entre as nações às quais o SENHOR vos conduzirá. 28E ali servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não vêem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram. 29Então dali buscarás ao SENHOR teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. 30Quando estiverdes em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o SENHOR teu Deus, e ouvirás a sua voz. 31Porquanto o SENHOR teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais. 32Agora, pois, pergunta aos tempos passados, que te precederam desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, desde uma extremidade do céu até à outra, se sucedeu jamais coisa tão grande como esta, ou se jamais se ouviu coisa como esta? 33Ou se algum povo ouviu a voz de Deus falando do meio do fogo, como tu a ouviste, e ficou vivo? 34Ou se Deus intentou ir tomar para si um povo do meio de outro povo com provas, com sinais, e com milagres, e com peleja, e com mão forte, e com braço estendido, e com grandes espantos, conforme a tudo quanto o SENHOR vosso Deus vos fez no Egito aos vossos olhos? 35A ti te foi mostrado para que soubesses que o SENHOR é Deus; nenhum outro senão ele. 36Desde os céus te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, e ouviste as suas palavras do meio do fogo. 37E, porquanto amou teus pais, e escolheu a sua descendência depois deles, te tirou do Egito diante de si, com a sua grande força, 38Para lançar fora de diante de ti nações maiores e mais poderosas do que tu, para te introduzir e te dar a sua terra por herança, como neste dia se vê. 39Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o SENHOR é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro . 40E guardarás os seus estatutos e os seus mandamentos, que te ordeno hoje para que te vá bem a ti, e a teus filhos depois de ti, e para que prolongues os dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá para todo o sempre.” (Dt 4:26-40).

Quanto a Israel, a Bíblia diz: “7O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; 8Mas, porque o SENHOR vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. 9Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.” (Dt 7:7-9).

Em última análise, Deus escolheu a nação de Israel para ser a nação que levasse o nome dEle: “5Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. 6E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.” (Ex 19:5,6), “como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Acaso não é por andares tu conosco, de modo a sermos separados, eu e o teu povo, de todos os povos que sobre a face da terra?” (Ex 33:16), (Ex 8:22; 34:10; Nm 14:14; 23:9; Dt 4:7,34; II Sm 7:23; I Rs 8:53; Sl 147:20; Mt 1:23; II Co 6:17).

Além de ser a nação na qual o Senhor Jesus iria nascer (Gn 12:1-3), sendo esta a razão final da eleição de Israel, com isso, cabia aos israelitas uma vida separada dos demais, sendo inclusive regentes de outras nações no sentido de difundirem o nome de Deus: “cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos.” (Sl 9:11), “e irão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do SENHOR, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR” (Is 2:3), (além de numerosas referências), justamente quanto à responsabilidade foi que Israel falhou, no pacto entre eles e Deus havia a punição para o descumprimento, justamente esta referência (Dt 4:27) está ai para dizer que se descumprido a parte de Israel, invés deles gozarem das bênçãos teria exatamente o revés disso, já que estariam em erro quanto a finalidade deles.

Published in: on 14 de dezembro de 2012 at 13:03  Deixe um comentário  

Jacó comprou o direito da primogenitura?

Jacó comprou ou adquiriu o direito de primogenitura através de engano? A Resposta é ele comprou: “31Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. 32E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? 33Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó.” (Gn 25:31-33), “e ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura.” (Hb 12:16).

Quanto ao ardil, ele enganou o pai dele, mas não para ter a primogenitura e sim a benção: “18E foi ele a seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui; quem és tu, meu filho? 19E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito; tenho feito como me disseste; levanta-te agora, assenta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe. 26E disse-lhe Isaque seu pai: Ora chega-te, e beija-me, filho meu. 28Assim, pois, te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto. 29Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.” (Gn 27:18,19,26,28,29), “pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras.” (Hb 11:20).

Published in: on 13 de dezembro de 2012 at 5:59  Deixe um comentário  

Quetura era concubina ou esposa de Abraão?

Vamos às referências: “e Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura;” (Gn 25:1), “quanto aos filhos de Quetura, concubina de Abraão, esta deu à luz a Zinrã, a Jocsã, a Medã, a Midiã, a Jisbaque e a Suá; e os filhos de Jocsã foram Seba e Dedã.” (I Cr 1:32). A resposta é que ela era concubina, sem a mínima dúvida, para tanto, observemos a continuação de Gn 25, “2E deu-lhe à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá. 3E Jocsã gerou Seba e Dedã; e os filhos de Dedã foram Assurim, Letusim e Leumim. 4E os filhos de Midiã foram Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Estes todos foram filhos de Quetura. 5Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque; 6Mas aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes e, vivendo ele ainda, despediu-os do seu filho Isaque, enviando-os ao oriente, para a terra oriental.” (Gn 25:2-6), os versos 5 e 6 resolvem a questão, Abraão deu tudo a Isaque (filho de Sara, sua única esposa) e o 6 fala de concubinas (no plural), obviamente incluindo a própria Quetura, além disso, o verso 1 fala que Abraão a tomou como mulher e não esposa. Portanto, Quetura era concubina.

Published in: on 12 de dezembro de 2012 at 2:57  Deixe um comentário  

Deus aprova o sacrifício humano?

Comecemos esta questão pelo artigo do pastor Calvin Gardner:

O CORDEIRO DE DEUS

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.” (Is 53:7), “29No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 36E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus.” (Jo 1:29,36), “e olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai.” (Ap 14:1).

Assim que o pecado entrou no mundo, foi necessária a morte de um inocente que agradasse a Deus em favor ao verdadeiro culpado. Para cobrir a nudez que o pecado evidenciou em Adão e Eva o SENHOR Deus fez túnicas de peles, e os vestiu. Assim Deus ensinou a necessidade da morte de um inocente para cobrir um culpado (Gn 3:21). O primeiro sacrifício com animal relatado na Bíblia foi o que Abel fez oferecendo dos primogênitos das suas ovelhas. O SENHOR atentou para o sacrifício do animal em contraste ao sacrifício de Cain que ofertava frutos da terra… Se qualquer culpado espera ser aceito pelo eterno e santo Deus, têm que ser através do sacrifício do inocente pelo culpado. Essa é maneira que o justo Juiz ordenou…

O significado do sacrifício de um animal em muito nos ensina doutrinas básicas e sérias sobre Deus e da salvação por Cristo. Podemos entender que a morte é necessária para pagar o pecado (Ez 18:20; Rm 6:23); o inocente pagará pelo culpado e Deus pode, pela maneira que Ele estipulou, ser agradado. Entendemos também que é necessária obediência perfeita para que Deus aceite o sacrifício dado (ver o exemplo de Caim, Gn 4:2-4; Hb 11:4, e de Cristo, Fp 2:8). Qualquer animal para o sacrifício não serve. Até mesmo o tipo, a idade e sexo do animal foram determinados por Deus. A maneira como o sacrifício deve ser feito e oferecido também foi estipulado por Deus. O sacrifício da páscoa dá um exemplo bem claro para este estudo…

Quando João clamou, “Eis aqui o Cordeiro de Deus”, todos os tipos e símbolos tinham que ser cumpridos em Cristo. Durante a vida de Cristo, e especialmente na sua morte, a profecia de Isaías foi cumprida (Is 53:7; Mt 26:61-63; I Pd 2:22,23). Jesus era o sacrifício dado por Deus (Jo 3:16; Is 28:16; 42:1; I Pd 2:4). Cristo era do tipo certo, pois era “de Deus” tomado entre o povo (Jo 1:11, “o que era seu”; Mt 26:45, “Filho do homem”) e guardado à parte até que foi “chegada a hora” certa (Jo 17:1). Cristo era o sacrifício de Deus sem mácula (II Co 5:21; Hb 4:15; I Pd 2:22) e precioso diante de Deus (I Pd 1:19) como foi precioso o cordeiro de um ano. Assim como a páscoa foi sacrificada à tarde, Jesus também foi crucificado à tarde (Mt 27:46; Mc 12:34; Lc 23:44; Jo 19:14) e a aspersão do seu sangue é o sinal que Deus respeita (Hb 9:14; 12:24). Quem tem o sangue de Cristo em seu coração nunca verá a morte, mas já passou da morte para a vida (Jo 5:24; II Ts 1:10; I Jo 1:7). A morte de Cristo é acompanhada pela tristeza e o sofrimento da mesma maneira que a carne da páscoa era assada no fogo e comida com ervas amargas (Mt 26:37-44, “começou a entristecer-se e a angustiar-se muito”; II Co 7:10, “a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação”). Assim como nenhuma parte da carne da páscoa deveria ficar para depois, nada do corpo de Cristo foi deixado na cruz ou no sepulcro além da hora prevista, pois ressuscitou no terceiro dia (Mt 28:1-6, “Ele não está aqui”) exatamente como foi profetizado (Mt 16:21). Os que “comem” de Cristo pela fé (Jo 6:55,63; Rm 1:17, “o justo viverá da fé”) comem se preparando para peregrinar (Rm 6:4, para andar “em novidade de vida”; I Pd 2:11,12) honestamente entre os gentios até o “dia da visitação” de igual modo os Israelitas comiam a páscoa vestidos para viajar naquela mesma hora. Também há uma certa pressa para que o pecador seja salvo, não deixando para outra hora a salvação que é tão necessária (At 17:30; Hb 3:7-11). O crente é um peregrino, mas a vinda de Cristo é iminente, pode acontecer logo, com pressa trilhe o seu destino olhando para Jesus que logo virá (Hb 12:1,2; I Ts 5:2; II Pd 3:10).

Cristo é o “Cordeiro de Deus”, a “nossa páscoa” (I Co 5:7) em todas as maneiras. É proveitoso observarmos que Cristo cumpriu completamente todos os tipos e símbolos do sacrifício da páscoa sendo feito sacrifício por nós na sua própria pessoa (I Pd 2:24). Não foi a igreja o sacrifício, nem as suas ordenanças. Não foi obra de obediência por algum homem qualquer que é o sacrifício suficiente por nossos pecados. Tenha a plena certeza de estar confiando somente em Cristo para a salvação completa dos seus pecados, pois somente Cristo agrada a Deus (Jo 12:28; Is 53:11). Cristo é o Justo pelos injustos e leva para Deus os que estão nEle (I Pd 3;18). Cristo é o “Cordeiro de Deus”. Pela fé, Ele também é o seu cordeiro?

Autor: Pr Calvin Gardner
Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/estudos/calvin_d/miscelania/cap31.html

 

A resposta para a pergunta é não, especialmente pelas condições propaladas pelo pastor Gardner, mesmo o sacrifício tinha de ter procedimento correto para ser realizado, pela pessoa apropriada e com o fim apropriado, logo exclui sacrifícios humanos: “e da tua descendência não darás nenhum para fazer passar pelo fogo perante Moloque; e não profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o SENHOR.” (Lv 18:21), “também dirás aos filhos de Israel: Qualquer que, dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam em Israel, der da sua descendência a Moloque, certamente morrerá; o povo da terra o apedrejará.” (Lv 20:2), “entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;” (Dt 18:10), então vejamos algumas referências:

 a) “e disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” (Gn 22:2), este foi o único que Deus pediu, porém Ele jamais quis que Isaque fosse sacrificado, esta era uma prova para Abraão: “e aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.” (Gn 22:1), sobre o assunto provação ler Deus tenta ao homem? Basta ler a continuação do capítulo: “11Mas o anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. 12Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.” (Gn 22:11,12).

b) “As tuas primícias, e os teus licores não retardarás; o primogênito de teus filhos me darás.” (Ex 22:29), se refere a consagração, basta ver como era o mandamento quanto aos filhos primogênitos: “3E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o SENHOR vos tirou daqui; portanto não comereis pão levedado. 13Porém, todo o primogênito da jumenta resgatarás com um cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; mas todo o primogênito do homem, entre teus filhos, resgatarás. 14E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: O SENHOR nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão. 15Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o SENHOR matou todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do homem até o primogênito dos animais; por isso eu sacrifico ao SENHOR todos os primogênitos, sendo machos; porém a todo o primogênito de meus filhos eu resgato. 16E será isso por sinal sobre tua mão, e por frontais entre os teus olhos; porque o SENHOR, com mão forte, nos tirou do Egito.” (Ex 13:3,13-16).

c) “28Todavia, nenhuma coisa consagrada, que alguém consagrar ao SENHOR de tudo o que tem, de homem, ou de animal, ou do campo da sua possessão, se venderá nem resgatará; toda a coisa consagrada será santíssima ao SENHOR. 29Toda a coisa consagrada que for consagrada do homem, não será resgatada; certamente morrerá.” (Lv 27:28,29), observe que este não é um comando para realizar sacrifícios humanos, mas um austero regulamento sobre as coisas dedicadas ao Senhor, o homem dedicado não seria sacrificado, mas permaneceria até a morte do Senhor, vide o exemplo de Samuel.

D) “25Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 26Faze a soma da presa que foi tomada, de homens e de animais, tu e Eleazar, o sacerdote, e os cabeças das casas dos pais da congregação, 27E divide a presa em duas metades, entre os que se armaram para a peleja, e saíram à guerra, e toda a congregação. 28Então para o SENHOR tomarás o tributo dos homens de guerra, que saíram a esta peleja, de cada quinhentos uma alma, dos homens, e dos bois, e dos jumentos e das ovelhas. 29Da sua metade o tomareis, e o dareis ao sacerdote Eleazar, para a oferta alçada do SENHOR.” (Nm 31:25-29). Obviamente ninguém foi sacrificado e isso deflui da leitura do texto:

“30Mas, da metade dos filhos de Israel, tomarás um de cada cinqüenta, um dos homens, dos bois, dos jumentos, e das ovelhas, e de todos os animais; e os darás aos levitas que têm cuidado da guarda do tabernáculo do SENHOR. 47Desta metade dos filhos de Israel, Moisés tomou um de cada cinqüenta, de homens e de animais, e os deu aos levitas, que tinham cuidado da guarda do tabernáculo do SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés. 50Por isso trouxemos uma oferta ao SENHOR, cada um o que achou, objetos de ouro, cadeias, ou manilhas, anéis, arrecadas, e colares, para fazer expiação pelas nossas almas perante o SENHOR. 51Assim Moisés e Eleazar, o sacerdote, receberam deles o ouro, sendo todos os objetos bem trabalhados. 52E foi todo o ouro da oferta alçada, que ofereceram ao SENHOR, dezesseis mil e setecentos e cinqüenta siclos, dos chefes de mil e dos chefes de cem 53(Pois cada um dos homens de guerra, tinha tomado presa para si). 54Receberam, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, o ouro dos chefes de mil e dos chefes de cem, e o levaram à tenda da congregação, por memorial para os filhos de Israel perante o SENHOR.” (Nm 31:30,47,50-54) e o verso 23 diz: “toda a coisa que pode resistir ao fogo, fareis passar pelo fogo, para que fique limpa, todavia se purificará com a água da purificação; mas tudo que não pode resistir ao fogo, fareis passar pela água.” (Nm 31:23), restou claro que não houve nenhum sacrifício humano.

E) “30E Jefté fez um voto ao SENHOR, e disse: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão, 31Aquilo que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do SENHOR, e o oferecerei em holocausto. 34Vindo, pois, Jefté a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a única filha; não tinha ele outro filho nem filha. 35E aconteceu que, quando a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ah! filha minha, muito me abateste, e estás entre os que me turbam! Porque eu abri a minha boca ao SENHOR, e não tornarei atrás. 36E ela lhe disse: Meu pai, tu deste a palavra ao SENHOR, faze de mim conforme o que prometeste; pois o SENHOR te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom. 37Disse mais a seu pai: Concede-me isto: Deixa-me por dois meses que vá, e desça pelos montes, e chore a minha virgindade, eu e as minhas companheiras. 38E disse ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses; então foi ela com as suas companheiras, e chorou a sua virgindade pelos montes. 39E sucedeu que, ao fim de dois meses, tornou ela para seu pai, o qual cumpriu nela o seu voto que tinha feito; e ela não conheceu homem; e daí veio o costume de Israel, 40Que as filhas de Israel iam de ano em ano lamentar, por quatro dias, a filha de Jefté, o gileadita.” (Jz 11:30,31,34-40).

Há quem defenda que Jefté consagrou sua filha, de modo que ela ficou vinculada ao culto a Deus ficando virgem como, por exemplo: “fez também a pia de cobre com a sua base de cobre, dos espelhos das mulheres que se reuniam, para servir à porta da tenda da congregação.” (Ex 38:8), “era, porém, Eli muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação.” (I Sm 2:22), acrescentam a este argumento que: 1. Deus proibiu na Lei o sacrifício humano (versos acima). 2. Jefté disse que ofereceria em “holocausto”, mas o primeiro que saiu foi uma pessoa, então o equivalente seria a consagração, 3. Havia outros casos de consagração dos filhos, 4. A ênfase quanto à virgindade da filha faz entender que houve mesmo a devoção.

Outros entendem corretamente que realmente Jefté matou a filha dele, ocorre que em momento algum a Bíblia aprovou a atitude de Jefté, alguém perguntaria, por qual motivo Deus não o impediu? Simples, Deus permite que muitas coisas erradas sejam feitas, a lista é grande divórcio, e tantas e tantas práticas (I Sm 8:7,18,19; 10:19; 12:19; Sl 106:14,15; Os 13:11; At 13:21), porém, obviamente, cada um sempre foi e será responsável perante Deus pelos seus atos: “e vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.” (Ap 20:12), “e, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.” (Ap 22:12). Então harmonizando, Jefté errou ao fazer este voto precipitado, esta é a lição maior que se abstrai desta passagem, o efeito deste voto foi drástico, pois ficou sem a filha, porém registre-se, a Bíblia jamais disse que Deus aceitou a morte da filha dele como sacrifício, sobretudo ante ao regramento para sacrifícios e tal prática não preenche nada, absolutamente nada do estabelecido por Deus.

e) “1E houve nos dias de Davi uma fome de três anos consecutivos; e Davi consultou ao SENHOR, e o SENHOR lhe disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas. 8Mas tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha da Aiá, que tinha tido de Saul, a Armoni e a Mefibosete; como também os cinco filhos da irmã de Mical, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita, 9E os entregou na mão dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o SENHOR; e caíram estes sete juntamente; e foram mortos nos dias da sega, nos dias primeiros, no princípio da sega das cevadas. 14Enterraram os ossos de Saul, e de Jônatas seu filho na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de seu pai Quis, e fizeram tudo o que o rei ordenara; e depois disto Deus se aplacou com a terra.” (II Sm 21:1,8,9,14). Os primeiros versos esclarecem bem, os israelitas tinham um acordo com os gibeonitas: “e Josué fez paz com eles, e fez um acordo com eles, que lhes daria a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram.” (Js 9:15), este acordo estava sendo descumprido, por isso, a fome assolava a terra, e quando voltou a ser cumprido tudo foi resolvido, não houve nenhum sacrifício, apenas a aplicação da justiça, punindo os infratores do tratado.

F) por fim a profecia e o cumprimento dela, a predição: “e ele clamou contra o altar por ordem do SENHOR, e disse: Altar, altar! Assim diz o SENHOR: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que sobre ti queimam incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti.” (I Rs 13:2) e o cumprimento: “15E também o altar que estava em Betel, e o alto que fez Jeroboão, filho de Nebate, com que tinha feito Israel pecar, esse altar derrubou juntamente com o alto; queimando o alto, em pó o esmiuçou, e queimou o ídolo do bosque. 16E, virando-se Josias, viu as sepulturas que estavam ali no monte; e mandou tirar os ossos das sepulturas, e os queimou sobre aquele altar, e assim o profanou, conforme a palavra do SENHOR, que profetizara o homem de Deus, quando anunciou estas palavras. 20E sacrificou todos os sacerdotes dos altos, que havia ali, sobre os altares, e queimou ossos humanos sobre eles; depois voltou a Jerusalém.” (II Rs 23:15,16,20).

Começando a explanar este acontecimento, primeiro jamais poderia ser sacrifício humano, por tudo o que já foi dito, mas neste caso, em específico, ainda há outro complicador, o altar mencionado sequer era para o culto do SENHOR, observe: “28Assim o rei tomou conselho, e fez dois bezerros de ouro; e lhes disse: Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito. 29E pôs um em Betel, e colocou o outro em Dã. 30E este feito se tornou em pecado; pois que o povo ia até Dã para adorar o bezerro. 31Também fez casa nos altos; e constituiu sacerdotes dos mais baixos do povo, que não eram dos filhos de Levi. 32E fez Jeroboão uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, como a festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente fez em Betel, sacrificando aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que fizera. 33E sacrificou no altar que fizera em Betel, no dia décimo quinto do oitavo mês, que ele tinha imaginado no seu coração; assim fez a festa aos filhos de Israel, e sacrificou no altar, queimando incenso.” (I Rs 12:28-33).

Por segundo, só o exercício irregular do ofício sacerdotal já era passível da morte por imposição legal (Nm 1:51; 3:10,38; 16:35,40; 18:3; I Sm 6:19; II Sm 6:7; II Cr 26:16-21), portanto o ofício é privativo (Ef 2:19; Hb 8:4; 10:19-22), o objetivo do rei era profanar aquele altar e, para tanto, nele matou aqueles sacerdotes, reitero que não era sacrifício para Deus, pois era um altar feito para o culto dos baalins, e o rei Josias estava purificando o país daqueles cultos e fazendo com que Israel voltasse ao culto ao SENHOR. Findando Deus não requer nem aceita sacrifícios humanos, pois jamais se conformará com o ordenado por Ele, o que traria justa causa para a morte do sacrificante, pois começa matando alguém, além de descumprir o modo do sacrifício, logo a pena seria a morte e, por fim, o sacrificante seria totalmente impostor, pois a razão dos sacrifícios era apontar a Cristo, o Cordeiro de Deus morto para com o sangue dEle salvar todos os que nEle crer.

Published in: on 11 de dezembro de 2012 at 22:50  Deixe um comentário  

Deus tenta ao homem?

Antes de responder se faz necessário compreender algo, o uso teológico da palavra tentar é distinto da de provar, feita esta consideração, a resposta é não, enfaticamente Deus não tenta a ninguém: “ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.” (Tg 1:13), o que Deus faz é provar: “e aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.” (Gn 22:1), “e a ira do SENHOR se tornou a acender contra Israel; e incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá.” (II Sm 24:1).

Então passemos pras diferenças, a palavra hebraica para provar é nāsāh (H5254), que a obra The Complete Word Study Dictionary, Spiros Zodhiates, AMG International, Inc. Revised edition, 1993, assim define: é “um verbo que significa testar, experimentar, provar. Aparecendo quase 40 vezes no Antigo Testamento, este termo muitas vezes refere-se a Deus testar a fé e fidelidade de seres humanos, incluindo Abraão (Gn 22:1), a nação de Israel (Ex 15:25; 16:4; 20:20; Dt 8:2,16; 13:3,4; Jz 2:22; 3:1,4); Ezequias (II Cr 32:31), Davi (Sl 26:2)… Os testes, contudo, nem sempre sugerir alguém tentador ou excitar ao pecado, como quando a Rainha de Sabá testou sabedoria de Salomão (I Rs 10:1; II Cr 9:1); e a aparência física de Daniel foi testado após uma dieta vegetariana de dez dias (Dn 1:12,14). Finalmente, este termo pode referir-se a testar o equipamento, tais como espadas ou armadura (I Sm 17:39).”.

O pastor Calvin Gardner escreveu muito bem sobre o tema, um excelente artigo sobre o assunto tentação, ao qual indico leitura para aprofundamento sobre o tema tentação, do qual cito a parte inicial. Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/estudos/calvin_d/miscelania/cap29.html

I Co 10:13, “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.”

Introdução – A tentação entre os homens é um problema universal. Tanto salvos quanto não salvos, crianças ou adultos, ricos ou pobres, elegantes ou brutos sabem o que é tentação. A realidade diz: sendo da raça humana, automaticamente, conhece a tentação (“Não veio sobre vós tentação, senão humana”, I Co. 10.13).

A Tentação e A Provação.

Tentação em geral é usada por satanás para destruir moral e virtudes. A tentação sempre tem o objetivo de induzir ao pecado. Satanás é a fonte maior de tentação. Ele não tem como fazer diferente. Por isso a Bíblia fala dele como o Tentador (Mt 4.3; I Ts 3.5), Homicida, pai da mentira (Jo 8:44) e Diabo (Ap 12:7-10; Mt 4:1) nome que significa acusador ou difamador. Ele usa o mundo e a carne, nossa ou de outros, para que haja pecado e destruição (I Jo 2:16, “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”) É importante frisar que ser tentado não é pecado. A tentação torna a ser pecaminosa quando cedemos a ela (Tg 1:13,14, “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebida, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.”). Jesus Cristo foi tentado e a Sua tentação não foi considerada pecaminosa (Hb 4:15, “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”; Mt 4:1-17). Quando tentado, temos opções: ou caiamos ou não.

Provação é o que Deus usa para desenvolver a fé dos Cristãos. Às vezes a Bíblia usa a palavra tentação quando é uma provação (Tg 1:2; I Pd 1:6). Para saber se uma determinada aflição é de Deus ou não examine os seus frutos. Se a aflição conforma o Cristão mais à imagem de Cristo, pode saber que vem de Deus. Se for para a destruição do Cristão não vem de Deus. Deus sempre intenta o melhor para o Seu povo (Rm 8:28, “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”). Deus nunca intenta nada mal para os Seus (Tg 1:12,13, “Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.”). Ex 20:20, “E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, afim de que não pequeis.”; Jz 3:1-4. Diferentemente da tentação, não temos opção diante das provações. Elas vêm a nós se quisermos ou não. Porém, como a tentação, a nossa reação à provação depende em nós.

Autor: Pastor Calvin, Gardner, Correção gramatical: Edson Basilo, 12/2010.

Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/estudos/calvin_d/miscelania/cap29.html

Published in: on 10 de dezembro de 2012 at 1:54  Deixe um comentário